uma espécie de comoção húmida
o terreno charco lodo da vida antiga
o pouco espaço de um mergulho correnteza
a falta de acção
contrapostas pontualidades longas sem alma
conspurcação reactiva
o súbito céu, por entre o nublado que se rompe em choro
um sumário de tema perdido,
uma noite sem tema
a apenas meia dor dos farrapos embebidos em clorofórmio
uma noite ébria de vazio
a apenas meia dor dos farrapos secos de emoção
a meia dor de já só poder ser meia
a dor da lembrança ser na verdade o esquecimento
a reinvenção que dita o difuso espectro entre neurónios
e tilinta nas suas arestas desafinadas
perdido que está o sentido,
a emoção da verdade
sem capas, sons ou brilhos mentirosos...
e tilintam palavras entidade abaixo
perdida que está a identidade,
o sorriso do indefinível
não ter personalidade trejeito mania...
anda mesmo chato de se repegar
o objecto no chão andante
escada rolante da derrota
caída,
recaída